terça-feira, 4 de abril de 2017

Após intervenção de Lula, Gleisi deverá presidir PT

O presidente do PT, Rui Falcão, também é um dos apoiadores de ideia, sob o argumento de que é hora de haver uma mulher à frente do partido.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva convenceu os integrantes de sua corrente, a Construindo um Novo Brasil (CNB), a lançar a candidatura da senadora Gleisi Hoffmann (PR) para a presidência do PT. Numa reunião que consumiu três horas, o ex-ministro Alexandre Padilha e o tesoureiro do partido, Márcio Macedo, decidiram abrir mão de suas candidaturas em favor de Gleisi.
Prevaleceu o argumento de que ela seria capaz de convencer o senador Lindbergh Farias (RJ) a desistir em nome de um acordo coletivo. Na reunião, Lula foi escalado para a construção desse acordo. Lindbergh tem apoio da chamada esquerda petista.
Em nota, a coordenação da CNB informou que após a reunião com Lula a corrente decidiu se associar ao ex-presidente “na construção da unidade de todo o partido, indicando o nome da companheira Gleisi Hoffman, como candidata à presidência nacional do PT, a ser apresentada a todas as correntes”.
“Os Companheiros Alexandre Padilha e Márcio Macedo ratificando seu compromisso histórico com a unidade do partido retiram as respectivas candidaturas em prol da possibilidade de termos, pela primeira vez na história, uma mulher na presidência nacional do PT”, afirma a corrente majoritária do PT.
“A CNB entende que a unidade partidária é pressuposto fundamental para fortalecer e revigorar o nosso partido, para derrotar o projeto neoliberal e construir a possibilidade do Brasil voltar a ser justo, democrático e feliz com Lula Presidente em 2018”, completa a nota.
Lula passou a trabalhar abertamente por Gleisi na sexta-feira (31/3), após reuniões com quatro candidatos ao cargo, inclusive a senadora. O presidente do PT, Rui Falcão, também é um dos apoiadores de ideia, sob o argumento de que é hora de haver uma mulher à frente do partido.
O nome de Gleisi surgiu depois de aberta uma disputa na CNB entre o ex-ministro Alexandre Padilha e o tesoureiro da sigla, Márcio Macedo.

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