segunda-feira, 19 de abril de 2021

Paraná se aproxima da ‘segunda temporada’ com frio, coronavírus e gripe juntos


Popularizada pela série televisiva Game of Thrones, a frase “Winter is coming” (“O inverno está chegando”), lema da Casa Stark na atração, traz um aviso de alerta e vigilância constante. Um recado que, em tempos de pandemia, faz muito sentido de ser dado também aos paranaenses, uma vez que se acredita que o coronavírus propague mais quando faz frio. Um sinal, portanto, que os cuidados devem ser reforçados neste momento.

Desenvolvido pelo Laboratório de Climatologia (Laboclima) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o Sistema de Alerta Climático para Enfermidades Respiratórias (SACER) apresenta, neste momento, um nível de alerta entre médio e alto no Paraná. Nas últimas semanas, porém, já se começou a registrar um aumento significativo nos níveis de alerta na maior parte do estado, num reflexo da diminuição gradativa das temperaturas durante o outono.

Isso acontece porque, como todo vírus, o coronavírus encontra condições mais favoráveis para se propagar com tempo seco e frio. É que sem gotas de água na atmosfera, o vírus fica mais tempo em suspensão no ar, podendo ser carregado mais facilmente de um lugar para o outro. Além disso, nos períodos frios as pessoas também costumam ficar em ambientes mais fechados, o que reduz a circulação do ar e, novamente, aumenta o risco de contágio.

Historicamente, segundo dados do InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), o Paraná costuma começar a registrar um aumento no número de hospitalizações relacionadas a problemas respiratórios já no começo de maio, com pico de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre o final de junho e meados de julho. Em 2020, inclusive, o primeiro pico de casos e mortes por Covid-19 aconteceu próximo dessa época, entre os meses de julho e agosto – e dentro do inverno, portanto. (Bem Paraná)

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